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                                                                                                                        (Foto: Lisbeth Lima)

    Thé

    As raspas de laranja no meu biscoito branco

    lembram-me duas xícaras de chá:

    a de quando te encontrei

    e a de quando, de ti, parti.

                                                                      (Lisbeth Lima, Romã, 2008)



    Escrito por Lisbeth Lima às 00h17
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                                                                                                                    (Foto:Lisbeth Lima)

    Geografia

    Sei que em algum lugar desta cidade,

    meu coração tem um espaço no teu

    e que, no meu coração viajante,

    o teu não pára para descansar.

                                                                  (Lisbeth Lima, Dormência, 2002)



    Escrito por Lisbeth Lima às 23h59
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                                                                                                                          (Foto: Lisbeth Lima)

    Conto com a companhia de Barriga, nosso gato, quando escrevo...

    Às vezes é meu primeiro leitor; outras, somente guardião...

     

    Dicotomia

    Entre o bem e o mal,

    entre o bem.

                                                        (Lisbeth Lima, Dormência, 2002)



    Escrito por Lisbeth Lima às 00h00
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    (Foto: Lisbeth Lima)

     

    ROSTOS

    Rostos falam com olhar

    É só você observar

     

    Rostos de ladrões e de vilões

    Rostos que são sempre espiões

     

    Rostos de amigos, rostos de inimigos

    Como descobrir o perigo?

     

    Rostos que sorriem e que choram

    Tristeza e felicidade neles moram

     

    Rostos pintados por grandes artistas

    Encantando todas as vistas

     

    Rostos observados por crianças

    Copiados e pintados

     

    Articulados!

     

    (Poema escrito por Ian, meu sobrinho que tem 10 anos e mora em Recife.

    Ele leu o poema para mim por telefone e resolvi publicar.  Claro que pedi permissão

    para isso. Todo orgulhoso ele me autorizou a postar aqui. Ah, a amiguinha Letícia

    também ajudou na feitura do poema. A quatro mãos. A dois corações.)



    Escrito por Lisbeth Lima às 00h20
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                                                                                                   (Foto: Lisbeth Lima)

    Passagem


    Na tua vida de cada dia,

    pregas nas paredes, em fotos,

    os teus amores de passagem para teres companhia.

     

    A tua casa e o teu corpo viraram passagem de amores:

    o mais antigo, o mais recente,

    o mais amigo, o incoveniente.

     

    Mas um dia, o mais amado dos passantes aportará,

    acabando - de uma vez - com esta tua solidão

    que, disfarçadamente, dizes necessária.

                                                                                                 (Lisbeth Lima, Dormência, 2002)



    Escrito por Lisbeth Lima às 22h44
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    Do meu jardim

                                                                                             (Foto: Lisbeth Lima)

    Estou hoje no blog Balaio Vermelho

    (http://balaiovermelho.blogspot.com) com esse poema:


    RESGUARDO

    Na noite de me parir
    minha mãe lavou uma bacia de roupas.
    Depois que voltou comigo nos braços,
    cozinhou para meu pai e meu irmão.
    No seu resguardo, aprendeu sozinha a maternidade.
    Juntas choramos os quarenta dias.

                                                                            (Lisbeth Lima, Dormência,2002)



    Escrito por Lisbeth Lima às 18h01
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                                            (Na foto sou eu clicada por Gabriel Marinho, meu filho)

    Prudência

    Do amor

    não tenho do que me queixar:

    sou amada e amo exageradamente!

    Mas sou comedida quando preciso.

    E bem que preciso!

                                                         (Lisbeth Lima, Felice, 2004)



    Escrito por Lisbeth Lima às 12h25
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                                                                                                                   (Foto: Lisbeth Lima)

    Aprendizado

    Plantas girassóis,

    eu os coloco em vasos.

    Assim invento jardins

    com dias contados

    até murcharem flores e perfume.

    Até que me ensines a plantar na terra

    revelando o encantamento de plantar e colher

    amores e flores.

                                                                         (Lisbeth Lima, Felice, 2004)



    Escrito por Lisbeth Lima às 21h15
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    Escuridão

    Foi a tua boca que busquei

    na noite escura quando me senti só.

     

    Foi o teu beijo que me iluminou

    até que eu encontrasse a luz do dia

    outra vez de olhos abertos.

                             (Foto e poema inéditos, Lisbeth Lima, 2009)



    Escrito por Lisbeth Lima às 20h22
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    Esta foi a primeira foto que postei neste blog...

    O tempo passou rápido: 3 anos!

    Dedico a postagem de hoje aos  amigos que visitam este

    espaço: aos que comentam, aos que olham, aos que aparecem

    de vez em quando, aos que visitam todos os dias.

    Um abraço afetuoso, Lisbeth



    Escrito por Lisbeth Lima às 23h50
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